Pra você que é como Eu, fã de histórias em quadrinhos, ou que curte muito um bom livro, fique sabendo que durante este ano em alguns pontos de São Paulo ocorrerá a feira de troca de livros e histórias em quadrinhos. Você deve levar seus quadrinhos ou livros que deseja trocar, em bom estado, e deixá-los no lugar dos que você está desejando. Simples assim, totalmente gratúito!
O ideal é chegar cedo nos locais (por volta do 12:00) para garantir os melhores títulos. Estarei presente com certeza com minha bagagem e sedento por novidades!
Abaixo, os endereços e as datas em que ocorrerão a programação, que tem total apoio e responsabilidade da Prefeitura de São Paulo:
19 de Junho - Parque Lydia Natalízio Diogo
Ao lado do Bosque da Leitura
Rua João Pedro Lecor, s/nº - Vila Prudente
17 de Julho - Parque Piqueri
Ao lado do Ponto de Leitura
Rua Tuiuti, 515 - Tatuapé
28 de Agosto - Parque do Carmo
Ao lado do Bosque da Leitura
Av. Afonso de Sampaio e Souza, 951 - Itaquera
18 de Setembro - Parque Independência
Próximo à Casa do Grito
Rua dos Patriotas, alt. do nº 300 com Av. Nazareth, s/nº - Ipiranga
23 de Outubro - Parque Jardim da Luz
Ao lado do Bosque da Leitura
Rua Ribeiro de Lima, 99 - Luz
27 de Novembro- Parque Ibirapuera
Ao lado do Bosque da Leitura
Av. República do Líbano, 1151 - Portão 7 - Moema
11 de dezembro - Parque Raposo Tavares
Ao lado do Bosque da Leitura
Rua Telmo Coelho Filho, 200 - KM 15 da Rod. Raposo Tavares - Butantã
Com tantas versões do Batman e com tantos atores interpretando o morcego nas telonas, como seria um filme com todos juntos, enfrentando uns aos outros para ver quem levará o manto do cruzado de capa por mais tempo?
segunda-feira, 21 de dezembro de 2009 | 0 Comentários
Saiu o primeiro trailer do Homem de Ferro 2!
Eu sou fã assumido de quadrinhos e como todo bom fã, espero ansiosamente todas as adaptações de HQ's para o cinema. Mas, não precisa ser nenhum fã de quadrinhos pra estar com espectativas sobre este filme. Grande parte das pessoas que eu conheço e que não são muito chegadas em "heróis", adorou o primeiro filme.
Realmente, os novos filmes da marvel não estão deixando a desejar. Espero que a venda para a Disney não estrague tudo isso...
Finalmente consegui assistir "O Justiceiro em Zona de Guerra"!
Na verdade, assisti na semana passada, mas não tinha postado ainda.
Pelo menos aqui na zona oeste, parece que este filme está fazendo o maior sucesso, porque ele não pára nas locadoras. Procurei por ele em diversos lugares várias vezes e todas as vezes ele estava alugado...
Mas, enfim assisti! O filme não foge muito do que o Will comentou na outra postagem. Pouco diálogo e muito, mas muito sangue! Pra se ter uma idéia o cara levou quase metade do filme pra abrir a boca a primeira vez e depois disso falou pouco mais que o necessário. A produção não é das melhores e não tem nenhum super-efeito especial, mas o que falta em efeitos sobra em mortes. A última vez que eu vi tanto sangue assim num filme, foi em Rambo IV... mas, quem tem "estômago", assim como eu, provavelmente, vai gostar dele. Apesar de ser chamado por muitos de "O Justiceiro 2", assim como ocorreu com o "Incrível Hulk", o filme não é uma continuação do primeiro. Pulou-se a parte da origem do herói (até pra não ser repetitivo), e já o mostraram em ação, mas as lembranças, mostradas em ambos os filmes, não condizem com os acontecimentos dos primeiros.
De qualquer forma, pra quem gosta de ver o Frank Castle em ação, ou simplesmente gosta de um bom filme de ação sangrenta, este filme é uma boa pedida.
Semana passada passei na Nic's, ops sem merchan...
Semana passada passei na locadora que geralmente alugo meus filmes, na esperança de achar um filme interessante e acabei me deparando com um filme do vigilante mais duro da marvel, isso mesmo, Frank Castle, o próprio...
Achei estranho porque não tinha visto nenhum artigo falando sobre este novo filme da marvel e como agora o ator principal não é mais o ator Thomas Jane, como no filme de 2004, achei que fosse um daqueles filmes com produção inferior que algumas produtoras lançam só em DVD, (na verdade ainda não sei), e acabei não pegando. Até pensei duas vezes, mas tive um "trauma" recente quando peguei a continuação do bom filme "O Escorpião Rei", e assisti um filme (se é que dá pra chamar assim...) que mais parecia o seriado Xena ou Hércules, adaptado para um longa. O filme era tão ruim, tão ruim que acabei dormindo antes que ele terminasse.
Mas, navegando pela boa e velha internet, achei uma reportagem que fala sobre o lançamento do filme e que realmente a direção do filme resolveu lançá-lo somente em DVD, por ser um filme de "herói" muito violento e que estava fadado a ter uma bilheteria pífia. Não que eu seja um maníaco com sede de sangue e vísceras, mas admito que tenho uma quedinha por filmes violentos, desde que eles tenham uma história interessante, como é o caso do famoso Punisher.
Desta vez quem vai interpretar o "homem-bala" será o ator Ray Stevenson, que sinceramente, eu não conheço. Não sei de vocês, mas eu sempre acho ótimo quando assisto uma adaptação de quadrinhos com atores desconhecidos (se forem bons...), não sei bem o porque.
Eu particularmente gostei do filme anterior, mas sei que isso está longe de ser uma unanimidade, até porque o filme foi considerado um fiasco total pelos críticos, mas pelo que eu li a respeito, esse filme promete ser muito melhor, pois segue as histórias da linha marvel max, que retrata um justiceiro muito mais cruel e sanguinário que em outras versões. Quem acompanha as histórias da linha Marvel Max, sabe que Frank Castle não é menos cruel ou doente que os vilões que mata. Mandar uma mulher (com quem ele tinha acabado de ir pra cama) descarregar uma pistola na cabeça de uma velha homicida (que já estava toda detonada depois de uma briga) é só um pouco do que ele já fez... acho difícil que o filme seja tão violento assim, mas dizem que a comparação com os quadrinhos foi muito boa.
Se tudo isso que dizem estiver mesmo presente, vai ser um bom filme. Mas ainda há desconfiança, principalmente depois que o roteirista Kurt Sutter pediu aos produtores do filme retirarem seus nome dos créditos do longa. Ele preferiu não ser citado devido a “diferenças criativas” com a revisão de seu roteiro original (apenas a origem do vilão Retalho ficou intacta). Ao que parece, o roteiro de Sutter mostrava Frank Castle num mundo onde policiais e criminosos agem de forma realista. Depois da revisão do estúdio, ficou algo “seco, formulaico e com diálogos óbvios”, segundo o próprio Sutter.
Bom, só vou poder tirar minhas conclusões quando eu assistir e aí eu posto aqui no blog o que eu achei.
Não quero criar nenhuma falsa expectativa, mas eu me interessei...
Se você já viu esse filme, por favor comente e diga sua opinião sobre ele. Afinal ele é mesmo um filme de arrepiar até os cabelos do (...) braço, ou é só mais um "Escorpião Rei 2"??? argh, me deu náuseas só de lembrar... rsrsrsrsrsrs
terça-feira, 10 de fevereiro de 2009 | 0 Comentários
The Watchmen está às portas do Cinema, mas poucos conhecem sua história e verdadeira origem. Para efeito de informação, segue abaixo todos os dados informativos da Obra de Alan Moore, retiradas da Enciclopédia on Line Wikipédia. Boa leitura, se tiver paciência...
Watchmen é uma série de história em quadrinhos escrita por Alan Moore (Piada Mortal) e ilustrada por Dave Gibbons, publicada originalmente em doze edições mensais pela editora estadunidense DC Comics, criadora de ícones como batman e Superman ( entre 1986 e 1987. A série foi reimpressa mais tarde em brochura (ou trade paperback). Watchmen é considerada um marco importante na evolução dos quadrinhos nos EUA: introduziu abordagens e linguagens antes ligadas apenas aos quadrinhos ditos alternativos, além de lidar com temática de orientação mais madura e menos superficial, quando comparada às histórias em quadrinhos comerciais publicadas naquele país. O sucesso crítico e de público que a série teve ajudou a popularizar o formato conhecido como graphic novel (ou "romance visual"), até então pouco explorado pelo mesmo mercado, e que desencadeou obras primas como V de Vingança, 300, Sin City, Batman - Piada Mortal, 30 dias de Noite, entre outros. Diz-se que Watchmen foi, no contexto dos quadrinhos da década de 1980 — juntamente com The Dark Knight Returns, de Frank Miller e Maus, de Art Spiegelman) — um dos responsáveis por despertar o interesse do público adulto para um formato até então considerado infanto-juvenil. A série foi galardeada com vários Prêmios Kirby (co-criador de Homem-Aranha) e Eisner (criador de Spirit), além de uma honraria especial no tradicional Prémio Hugo, voltado à literatura: é até o momento a única graphic novel a conseguir tal feito. Watchmen também é a única história em quadrinhos presente na lista dos 100 melhores romances eleitos pela revista Time desde 1923. A trama de Watchmen é situada nos EUA de 1985, um país no qual aventureiros fantasiados seriam realidade. O país estaria vivendo um momendo delicado no contexto da Guerra Fria e em vias de declarar uma guerra nuclear contra a União Soviética. A mesma trama envolve os episódios vividos por um grupo de super-heróis do passado e do presente e os eventos que circundam o misterioso assassinato de um deles. Watchmen retrata os super-heróis como indivíduos verossímeis, que enfrentam problemas éticos e psicológicos, lutando contra neuroses e defeitos, e procurando evitar os arquétipos e super-poderes tipicamente encontrados nas figuras tradicionais do gênero. Isto, combinado com sua adaptação inovadora de técnicas cinematográficas, o uso frequente de simbolismo, diálogos em camadas e metaficção, influenciaram tanto o mundo do cinema quanto dos quadrinhos. Uma adaptação para o cinema está atualmente em estágio de pós-produção. Dirigida por Zack Snyder (mesmo diretor de 300), tem lançamento previsto para 6 de março de 2009.
Pano de fundo e criação
Em 1985, a DC Comics adquiriu a linha de personagens da Charlton Comics. Durante este período, Alan Moore considerou escrever uma história estrelada por uma linha de super-heróis não usada e que ele pudesse remodelar, assim como fez com sua série Miracleman no começo da década de 1980. Moore pensou que o grupo Mighty Crusaders da MLJ Comics estivesse disponível, então desenvolveu um roteiro de mistério envolvendo um assassinato, que começaria com o descobrimento do corpo do personagem The Shield em um porto. O escritor achava que não tinha importância quais personagens ele acabasse usando enquanto os leitores os reconhecessem, para então contar com "o fator surpresa de quando você visse qual era a verdadeira realidade daqueles personagens". Moore usou esta premissa e montou um projeto com os personagens da Charlton, intitulado Who Killed the Peacemaker, e enviou a proposta para editor da DC Dick Giordano. Giordano foi receptivo ao projeto, mas se opôs à idéia de usar os personagens da Charlton na história. De acordo com Moore, "a DC percebeu que seus personagens caros acabariam ou mortos ou inutilizados". Ao invés disso, Giordano convenceu Moore a retrabalhar o projeto com personagens inéditos. A princípio, Moore achou que isso não proporcionaria o fator emocional aos leitores, mas depois mudou de idéia. Ele disse, "eventualmente, percebi que se eu escrevesse os personagens substitutos bem o bastente, para que então eles pudessem ser de alguma forma familiares, certos aspectos deles poderiam trazer ao leitor uma espécie de ressonância ou familiaridade de um super-herói genérico, então podia dar certo". O desenhista Dave Gibbons, que colaborara com Moore em projetos anteriores, ficou sabendo que ele estava trabalhando em uma nova série. Ele disse que queria participar, então Moore o mandou um esboço geral da história. Após considerações de Moore e Giordano, Gibbons foi aceito, trazendo consigo o colorista John Higgins. Len Wein entrou para a equipe como editor, enquanto Giordano permaneceu como supervisor. Originalmente, Moore e Gibbons tinham roteiro o suficiente para apenas seis edições, então compensaram "interpolando os assuntos principais com temas que proporcionariam uma espécie de retrato biográfico dos personagens principais." Durante o processo, Gibbons teve grande autonomia para desenvolver o estilo visual de Watchmen, inserindo detalhes que Moore admitiu só perceber mais tarde, pois Watchmen foi feito para ser lido e compreendido totalmente somente após diversas leituras.
Características
Ambientada em uma realidade fictícia na qual heróis mascarados (ou fantasiados) são uma presença real na história da humanidade, Watchmen é um drama de crime e aventura que incorpora temas e referências relacionados à filosofia, ética, moral, cultura popular e de massas, história, artes e ciência. A trama principal trata dos desdobramentos de uma conspiração revelada após a investigação do assassinato de um herói aposentado, o Comediante, que atuara nos últimos anos como agente do governo. Em torno desta história giram várias tramas menores que exploram a natureza humana e as diferentes interpretações de cada pessoa para os conflitos do bem contra o mal, através das histórias pessoais e relacionamentos dos personagens principais. A responsabilidade moral é um tema de destaque, e o título Watchmen refere-se à frase em latim "Quis custodiet ipsos custodes", traduzida comumente na língua inglesa como "Who watches the watchmen?" ("Quem vigia os vigilantes?"), tirada de uma sátira de Juvenal. Neste sentido, a obra procura questionar o próprio conceito de "super-herói" comum nos quadrinhos estadunidenses e enraizados na cultura de massas daquele país e a partir daí manifestar-se sobre questões diversas: ao longo de seu texto, a obra (assim como seus próprios personagens) evita mesmo utilizar-se da expressão "super-herói", preferindo termos como "aventureiros fantasiados" ou "vigilantes mascarados". A intenção de Alan Moore foi dar verossimilhança aos personagens de HQ e literatura pulp. Para tanto, não só construiu personalidades bem elaboradas como também detalhou todo um complexo universo sem se esquecer das questões culturais, econômicas e políticas. Partindo da premissa de que uma criatura tão poderosa quanto o Dr. Manhattan teria conseqüências gritantes na geopolítica mundial, economia e comportamento da sociedade, o roteirista inglês imaginou um mundo onde dirigíveis fossem o meio de transporte mais eficaz e economicamente viável, seguido de perto por eficientes carros elétricos. A genética e a produção de novos materiais também sofreram grande influência dos avanços tecnológicos implementados por Manhattan. No plano político, a existência desse personagem fez a balança da Guerra Fria pender fortemente para o lado dos Estados Unidos. Até 1985, a União Soviética não havia ousado pôr os pés no Afeganistão.
Enredo
Na realidade histórica alternativa apresentada em Watchmen, Richard Nixon teria conduzido os EUA à vitória na Guerra do Vietnã e em decorrência deste fato, teria permanecido no poder por um longo período. Esta vitória, além de muitas outras diferenças entre o mundo verdadeiro e o retratado nos quadrinhos, derivaria da existência naquele cenário de um personagem conhecido como Dr. Manhattan, um indivíduo dotado de poderes especiais, os quais o levam a possuir vasto controle sobre a matéria e a energia, elevando-o a um estado de semi-deus. Neste mundo existiriam quadrinhos de super-heróis no final de 1930, inclusive do Superman, os quais eventualmente seriam a principal inspiração para que um dos personagens das série viesse a se tornar um combatente do crime (o primeiro Nite Owl). As revistas deste gênero então teriam deixado de existir, sendo substituídas por quadrinhos de piratas (talvez devido ao surgimento de heróis verdadeiros). O Dr. Manhattan, o único a possuir poderes sobrenaturais, foi o primeiro da "nova era" de super-heróis mais sofisticados que durou do começo dos anos 60 até a promulgação da Lei Keene em 1977, implantada em resposta à greve da polícia e a revolta da população contra os vigilantes que agiam acima da lei. À época, o grupo conhecido como Crimebusters se dispunha a combater a criminalidade na cidade de Nova Iorque. A Lei Keene exigia que todos os "aventureiros fantasiados" se registrassem no governo. A maioria dos vigilantes resolveu se aposentar, alguns revelando suas identidades secretas para faturar com a atenção da mídia; caso de Adrian Veidt, o Ozymandias. Outros, como o Comediante e o Dr. Manhattan, continuaram a trabalhar sob a supervisão e o controle do governo. O vigilante conhecido como Rorschach, entretanto, passou a operar como um herói renegado e fora-da-lei, sendo freqüentemente perseguido pela polícia. A história abre com a investigação do assassinato de Edward Blake, logo revelado como sendo a identidade civil do vigilante mascarado conhecido como O Comediante. Tal assassinato chama a atenção de Rorschach, o qual passará toda a primeira metade da trama entrando em contato com seus antigos companheiros em busca de pistas, considerando praticamente todos como possíveis suspeitos. Rorschach suspeita basicamente que o evento da morte de Blake estaria relacionado a um possível rancor de criminosos presos pelos heróis no passado, tese que ganha força à medida que outros ex-combatentes do crime e o próprio Rorschach são duramente atingidos por um aparentemente planejado ataque sistemático à suas integridade físicas e credibilidade. Personagens
Apesar de os heróis de Watchmen serem inicialmente inspirados em personagens da Charlton Comics, vale dizer que Moore tomou emprestado elementos de vários outros quadrinhos, além de criar grande parte dos detalhes. Os personagens principais da série são: Comedian (Edward Blake) ou "Comediante" na versão em português: um homem que reconhece o horror presente nas relações humanas e se refugia no humor. Para o personagem, a ironia é, em vários momentos, um reflexo amargo da percepção desse horror. Adaptado do Pacificador, com elementos inspirados em Nick Fury;
Dr. Manhattan (Jonathan Osterman): o homem-deus, que vê a vida como apenas mais um fenômeno do cosmo. Adaptado do Capitão Átomo;
Nite Owl I (Hollis Mason) ou "Coruja": tornou-se um vigilante inspirado nas HQs e na literatura pulp. Era alguém com um forte senso de dever, e que ansiava por relações mais ingênuas, onde o bem e o mal estivessem bem definidos. Adaptado do primeiro Besouro Azul (Dan Garret);
Nite Owl II (Dan Dreiberg): um intelectual rico, solitário e retraído. Adaptado do terceiro Besouro Azul (Ted Kord), com elementos do Batman;
Ozymandias (Adrian Veidt): um visionário brilhante e ególatra movido por um obscuro senso de dever. Seu codinome vem de um poema de Percy Bysshe Shelley, que descreve a estátua do rei Ozymandias esquecida no deserto. Adaptado do Thunderbolt;
Rorschach (Walter Kovacs): incapaz de se relacionar plenamente com seu semelhante, projeta na luta contra o Mal seu senso de solidariedade e constrói sua própria moral. Adaptado do Questão;
Silk Spectre I e II (Sally Juspeczyk e depois Laurie Juspeczyk) ou "Espectral": Laurie é uma mulher forçada a viver à sombra do pragmatismo de sua mãe. Adaptadas da Sombra da Noite, com elementos da Lady Fantasma e Canário Negro.
Abaixo, imagens da Graphic Novel, Adapatações Parodiadas de Desenhos Animados e a Versão Cinematográfica. Clique nas Imagens para ampliá-las.
Coisa curiosa que acontece nos filme de Super-Herói atualmente é sua adaptação ao Cinema e do Cinema ao Quadrinho.
Nos quadrinhos, os Super-Heróis possuem seus uniformes e seus talentos/defeitos. Possuem uma origem e também o seu Arquinimigo (versão atualizada da língua portuguesa). Quando eles são adaptados ao Cinema, muita coisa muda em todo o contexto do personagem. Por Exemplo: No Filme Demolidor - O Homem sem Medo, Matt Murdock enxerga (?) algumas frequencias que modelam de certa forma o ambiente, e isso nos passa numa tonalidade escura de azul; já nos Quadrinhos, essa frequencia é vista em vermelho. No Filme, seu primeiro e único Uniforme é vermelho, com as iniciais DD (DareDevil) pequenas, sobre o peito esquerdo. Nos Quadrinhos ele usou outros uniformes, inclusive, um dos mais usados era de cor Amarela e Preta; e suas inicias DD eram sempre grandes e centralizadas, como os símbolos de Batman e Superman.
No Filme do Homem-Aranha, Peter Parker lança suas teias pelo próprio corpo, mas nos Quadrinhos ele usava uma espécie de máquina à base de Fluído de Teia acoplada ao pulso, e era acionada pela pressão de seus dedos Anelar e Médio, evitando assim algum disparo acidental quando fechasse a mão. Houve várias vezes em que o Aracnídeo usou todo o Fluído e não tinha mais no estoque (um cinto onde ele guardava as cápsulas), e tinha que improvisar. Outra curiosidade é que Algumas coisas que são modificadas no Cinema, acaba afetando e modificando também nos Quadrinhos, como essa situação de Fluído de Teia; após o filme, nos Quadrinhos ele passou a lançar teias organicamente também.
As mudanças no Cinema também modificaram os Uniformes de muitos. X-MEN usavam uniformes coloridos e mascarados, após o Longa, passaram a usar Couro Preto. Os vilões que aparecem em Homem-Aranha 1, 2 e 3; todos eles foram modificados depois das adaptações. O Primeiro Uniforme do Batman era Vermelho e Cinza. São muitos as HQ's que se tornaram Filmes. V de Vingança, 300, Constantine (HellBlazer), Hulk, Homem-Aranha, Homem de Ferro, Batman, Super-Homem, Do Inferno (com Johnny Depp), Sin City, O Procurado (com Angelina Jolie), Jumper, Blade, 30 Dias de Noite, O Justiceiro (com Tom Jane e John Travolta), Alien Vs. Predador, Witchblade, Spawn e muitos outros. Hoje em dia o que mais sai e dá dinheiro para os cineastas, são estas adaptações, pois atraem toda aquela multidão de fãs que acompanha os Quadrinhos, e soma ainda a nova geração.
Algo muito interessante é que os Filmes dos Heróis dos "Gibis", se tornam novas Revistas. Como essas três Adaptações Cinematográficas que eu possuo. Seus filmes são resumidos numa edição única que retratam algumas cenas da Adaptação. Hulk, Eléktra, X-Man, Quarteto Fantástico entre outros receberam suas revistinhas adaptadas do Cinema; ou seja, elas saem dos Quadrinhos para o Cinema, e do Cinema voltam para os Quadrinhos.
Leia Histórias em Quadrinhos, Eu afirmo que tem muita coisa boa pra se ver lá.
Quem acompanha quadrinhos norte-americanos teve um baque ao ver que o Homem Morcego foi morto!!
Ao que parece o Herói foi assassinado por Darkseid. Por enquanto tenho uma única imagem do acontecido, e não queria copiar e colar argumentos de outros sites e postar aqui como se fosse uma postagem minha; o que pretendo é postar em breve o link para a HQ completa em Português e dar a chance para quem gosta, ver o quadrinho do fim do Morcegão.
Vi esta matéria no site Omelete, e achei muito interessante a forma em que Barak Obama está cada vez mais sendo "Agraciado" no mundo. Foi em Livros, futuramente com sua adaptação aos Cinemas, e agora nas HQ's; possivelmente se tornará um personagem de Video Game.
"Na semana passada, noticiamos que a edição de número 583 de Amazing Spider-Man traria uma participação especial do recém-eleito - mas ainda não empossado - presidente dos Estados Unidos Barack Obama. O gibi chegou às lojas nessa quarta-feira e, como não deixaria de ser, esgotou. O site Newsrama fez um apanhado da reação dos leitores em diversos pontos dos Estados Unidos. Em Nova York, na famosa Midtown Comics, a fila para entrar na loja rodeava o quarteirão bem antes da abertura. Em Winston, na Carolina do Norte, o gibi se esgotou na Salefish Comics and Toys em menos de 15 minutos. Em Chicago, esgotou em três lojas antes do meio-dia, situação se refletiu em diversas outra lojas pelo país. Enquanto alguns lojistas aproveitaram para passar listas de reserva entre seus clientes para adquirirem exemplares na segunda prensagem de ASM #583 - que deve chegar às lojas na semana que vem - alguns sortudos que compraram a edição por US$ 3,99 correram para colocá-la à venda no e-Bay. Alguns lances chegaram ao absurdo de US$ 500. Não é a primeira vez que Obama estampa uma capa de HQ, mas é a primeira de uma série grande. O editor-chefe da Marvel, Joe Quesada, que ao longo de 2008 incentivou a politização de suas séries, deve estar rindo sozinho."
Já faz algum tempo que Batman deixou de ser herói de aventuras ingênuas e caricaturais para atuar no universo trágico e realista do cotidiano das grandes cidades, sempre representadas pela fictícia Gotham City. Sinal dos tempos. Reflexo de uma época em que até mesmo os heróis entenderam que lutam uma batalha sem fim... mas continuam lutando. Em Gritos na Noite, o Cavaleiro das Trevas mergulha numa das mais amargas tragédias contemporâneas. Ao seguir a trilha de uma série de assassinatos tão brutais quanto intrigantes, Batman penetra em regiões sombrias que jamais conheceu. E percebe que existem crimes que nem mesmo ele pode solucionar. Esta história pode ser ficção, mas a tragédia que a inspirou não é. Com ilustrações poéticas e emotivas de Scott Hampton e com o argumento de Archie Goodwin, Gritos na Noite sem dúvida é uma das muitas histórias do morcego que realmente se destacam no Universo DC e no mundo dos quadrinhos. Falar sobre uma história em quadrinho não é tão fácil assim, pois a visão que muitos têm em relação a isso é distorcida e errônea; portanto deve-se ao máximo conseguir passar a idéia por imagens e por palavras, ou todo o trabalho e intenção que se tem é jogado às traças. Histórias de Heróis e Super-Heróis vêm sempre maquiadas através de arquétipos vilanescos exagerados, como monstros alienígenas ou mutantes que se transformam em animais ou que possuem algum super-poder, como lançar raios pelas mãos ou penetrar nas mentes dos outros pela telesinese ou magia oculta; porém, como é claro para todos, Batman não possui Super-Poderes, e muitos (se não todos) de seus vilões também não; o que nos leva ao prazer literário de ler situações e contos que porventura aconteceu, acontece ou aconteceria no nosso cotidiano, e isso é maravilhoso, não pelo fato de presenciar tais ocorridos catastróficos ou dramáticos, mas pela proximidade que o personagem tem do nosso mundo, nossa realidade, facilitando assim nossa compreensão da história, em cima de fatos, reações e sentimentos que cada integrante propõe na trama. Ao ler as primeiras linhas do texto e visualizar vislumbrado suas imagens, percebi que aquele Conto do Morcego me causaria a mesma sensação que tive quando li "Piada Mortal", não era uma história boba ou qualquer, era uma literatura rica e com uma mensagem forte para o leitor. Preste atenção no começo e saberá o final... Batman e Gordon estão em começo de carreira, ainda inexperientes com algumas coisas, e o medo e a fragilidade de suas almas ainda os limitam em alguns aspectos. Conhecemos um pouco mais de Jim Gordon antes de se tornar Comissario da Polícia de Gotham City, conhecemos as pertubações que assolam e tiram as noites de sono de Bruce Wayne, e vemos chocados que os crimes que sucedem na trama são tão reais e presentes no nosso mundo, tangível e doloroso. Crimes esses que nem mesmo Batman consegue conter, nem polícia nem ninguém que esteja fora dessa redoma de sangue, dor e gritos que quebram o silêncio da Criança chamada Noite. Eu não posso comentar muito do roteiro, pois isso revelaria toda a trajetória da HQ, mas posto aqui um link direcionado ao Easy-Share para fazerem o Download das HQ's e do programa necessário para a leitura.
O Programa para ler as HQs que estão em formato .CBR e .CBZ é o CDisplay. Você pode clicar nesse link em segurança, está livre de Vírus ou qualquer que seja a porcaria que irá te atrapalhar, o programa é bem leve e fácil de manusear, vale à pena tê-lo, caso você queira ler mais Revistas Virtuais que provavelmente postarei aqui.
Jás as Edições, estão separadas em 2 capítulos, Batman - Gritos na Noite e Batman - Gritos na Noite 2, você pode também clicar nos links em segurança. Caso os links estejam quebrados ou apresentando defeitos, entrem em contato, pois deste modo estarei fazendo um Upload do arquivo no Site e obter assim um novo Link.
Espero muito que gostem da história, e que possam valorizar ótimos trabalhos como este. Posto aqui também algumas imagens do "Miolo" das HQ's e suas respectivas capas, para visualizarem o estilo. As imagens não estão em Ordem Cronológica, estão apenas como divulgação de algumas páginas da HQ.
Se tem uma série bizarra, interessante, inusitada, engraçada, aterrorizante e incrível que é dever dos apreciadores de HQ lerem, esta série é Marvel Zombis (original Marvel Zombies). Com o roteiro de Robert Kirkman e a arte de Sean Philips no miolo e capas de Arthur Suydam, Marvel Zumbis mostra super-heróis como Thor, Homem-Aranha, Wolverine, Demolidor, Capitão América e Homem de Ferro como zumbis, óbvio. E adivinha do que eles têm fome? De cérebros humanos, claro. Não respeitam mais os ícones... ótimo. "Marvel Zombies" começa onde "Crossover", saga escrita por Mark Millar em "Ultimate Fantastic Four" e publicada lá fora entre julho e setembro, termina: com Magneto (assim como alguns outros, poucos, um sobrevivente vivo) destruindo o artefato inventado por Reed Richards e que acidentalmente abria uma passagem para o universo paralelo em que os supers são zumbis. Kirkman, que já escreveu sobre mortos-vivos para a editora Image em "The Walking Dead", não tem medo de ser taxado de escritor de zumbis e afirma que, ao contrário dos defuntos de Romero, os seus não serão lerdos - piada que já rendeu "Todo mundo quase morto". É impressionante, uma obra muito divertida que não afeta de forma alguma as dimensões das histórias em quadrinhos que costumamos ler. E já não bastasse uma série de 5 Capítulos, ainda lançaram Marvel Zombies 2, Marvel Zombies - Dead Days e um Crossover Alucinante com Ash de Evil Dead (Uma Noite Alucinante), sim sim, os heróis da Marvel contra o atrapalhão Ashley Willians!! Dá pra imaginar que esse com certeza não é um quadrinho Comum! Quer ler toda a série sem precisar gastar dinheiro? Então ok. Acesse este Blog , lá você terá toda a série para escolher o que baixar, além dos programas necessários para a leitura.
Sábado por volta das 14:45 resolvi dar um pulo nas Bancas, na busca pela origem do Mestre do Medo, que estava previsto para este Mês de Maio. Batman Extra 14#, conta com suavidade a origem de um dos mais assustadores e inteligentes vilões da DC Universe, e do Mundo do Morcego, o medonho Espantalho. O Espantalho, inimigo do Batman, é o alter ego do mentalmente perturbado Jonathan Crane, um cientista e professor de psicologia (ou um psiquiatra, em algumas histórias). A especialização de Crane é a natureza do medo e, conseqüentemente, o Espantalho se utiliza de técnicas, armas e equipamentos especiais cujo objetivo é aterrorizar seus oponentes. O Espantalho foi criado por Bill Finger e Bob Kane, e sua primeira aparição foi em 1941. Apesar de geralmente ser mais refinado e articulado que outros inimigos do Morcegão, como o Coringa e o Duas-Caras, isto não o torna menos perigoso ou insano. No filme de Batman Begins, o doutor Jonathan Crane é interpretado pelo ator irlandês e esquisitão Cillian Murphy, e sua técnica do Gás do Medo foi fiel ao Quadrinho. O que Eu acho mais interessante nas histórias do Morcego, é que seus vilões são tão reais e pertubadores, que até mesmo na contra-capa da revista está escrito que "Qualquer semelhança com pessoas ou casos reais, são meras coincidências", e isso realmente é fascinante. nesta revista, conhecemos a origem do Espantalho, um personagem que nasceu no coração e na mente de Jonathan Crane, um homem magricela que na sua infância foi vítima de maus-tratos, ofensas verbais e todo o tipo de rejeição; além é claro, de uma pressão notável do Medo que sua bisavó impôs sobre ele. Lendo este Quadrinho e muitos outros que se refiram ao nascimento e surgimento de Futuros Vilões, percebi pelo menos se tratando de Batman, que os tão odiados e malvados personagens possuem uma história muito mais dramática que seus "Antagonistas"; levando em consideração a Origem do Morcego, que teve o seu ponto inicial no assassinato de seus Pais, que sinceramente por uma atitude ainda duvidosa foram baleados em meio a um assalto. O "Duvidosa" se indica no dia em que Robert Kane (Bob Kane) inspirado pelos desenhos de Leonardo da Vinci, pelo sucesso do Superman e pelas aventuras de Zorro, criou em 1939 este ícone da DC Comics, e que tem surgido com histórias novas desde 1940 quase todo mês; e que naquela época, este tipo de morte ainda era rara e tão bárbara; obrigando assim Bruce Wayne a largar sua vida de Playboizinho e vestir-se de Rato-Voador. Quando sua infância longe dos pais ainda era envolta nos cuidados de Alfred Pennyworth, o Mordomo; uma escolaridade notável e muito bem conceituada além é claro de todos os confortos que o Império de seu pai Thomas Wayne pode lhe oferecer. Obviamente, a perda dos pais é algo terrivelmente marcante na vida de um garoto de 8 anos, e isso pode acarretar problemas psicológicos devastadores. Mas no caso da origem do Espantalho, vemos o quão diferente é a história triste e desumana que Jonathan Crane presenciou na sua infância. Seu nascimento já é de fato recebido por insultos de sua Família, e a proposta inicial é que o enterre no jardim, para evitar futuros problemas ou desprazeres (Eles nem imaginavam como). Sua adolescência é carregada de agressões físicas, explorações e insultos com sua aparência raquítica que culminam em sua mente já lapidada pelo abandono e desprezo, um sabor amargo e frígido de uma realidade tão cruel quanto o dia em que foi morar sozinho com sua bisavó. Ela por sua vez, possuia algo que Crane teria total habilidade futuramente, o Poder do Medo. Assim como Wayne possui o medo de Morcegos e da perda de Seu Pai, Crane possui um medo Definitivo por Corvos e qualquer animal que possua asas. Sua vida leva até certo ponto uma visão deturpada desse Medo, acreditando assim que sentir esse pavor, ou a fonte que o faz sentir-se ameaçado é de um poder sobrenatural e de proporções demoníacas e mágicas, como uma bruxaria; mas logo percebe que tudo isso que o aflige vem de algo que ele começara a aprender, o Medo e o Controle. Sua bisavó o maltratava lançando sobre ele sem qualquer pronúncia uma arrevoada de Corvos que o bicavam violentamente como se quiserem devorá-lo vivo. Crane aprendeu que os Corvos não a obedeciam, eles apenas eram controlados pelo cheiro do sangue. Ele então começou a trabalhar sua mente sobre o Controle do Medo, e se tornou um verdadeiro Mestre daquilo que mais nos ameaça, o nosso Medo. Até mesmo Batman revela seus medos, Acompanhado pelo pequenino e inteligente Robin, que também revela seu temor, supreso até, pois não imaginava que esse medo fosse tão ameaçador assim. E o que é mais interessante, Espantalho também possui seus demônios e isso é revelado nas últimas páginas deste trabalho fabuloso contado pelo roteirista Bruce Jones e o desenhista Sean Murphy. A Trama é suave como um bom conto Policial e de um Suspense inteligente, que motiva o Leitor a tirar suas conclusões e palpites antes de folhear as últimas páginas. É uma ótima dica para uma leitura no horário de Almoço, no Metrô ou até mesmo embaixo de uma Árvore qualquer.
Alguns detalhes pequenos porém interessantes na HQ:
Repare na Cena em que Batman e Robin estão numa Loja de fantasias, onde Jonathan Crane comprou a sua de Espantalho. No canto superior ao lado Esquerdo, está uma máscara do Coringa; e no outro lado a fantasia do Superman.
Robin constantemente mostra atitudes diversas em relação à sua idade e seu comportamento heterossexual; se notar, há horas que ele se mostra inteligente, racional e firme. Noutras se mostra infantil, limitado e frágil. Certa vez ele se engraça com Mulheres, noutra, mostra-se com um carinho duvidoso em relação ao Morcego, tendo uma cena pra lá de curiosa em que ele entrega um Bebê nos braços do Batman, o abraça e diz que não seria má idéia se o Morcego tivesse uma criança (filho). Esse Robin...
Neste fim de semana, enquanto aguardava o ônibus para a minha saidela, distrai-me numa banca de jornais repleta de tesouros literários e visuais, entre eles, eu sorteei a publicação de Número 13# da belíssima série Batman Extra. O qual carregava o título: Batman - Ankh "de volta a vida". Com uma capa mais que convidativa, me entreguei nas imagens fotográficas de John Van Fleet e o roteiro cinematográfico de Chuck Dixon. Brilhante, e calmo como uma boa história do Morcego. A trama se enrosca nos desaparecimentos de Milionários e Artefatos Egípcios na cidade de Gotham. Batman investiga o caso e se depara com uma Mulher incrivelmente linda e misteriosa, seu nome é Kathera, filha de um faraó que já morreu há centenas de anos, mas que ela ainda carrega o terror em seus olhos milenáres. A eternidade a deixou insana? Assustada? Ou ela é grande problema para o Homem Morcego?
O estilo de Fleet causa um certo desconforto no leitor, com seus traços fotográficos secos e rústicos, nos dando calor e sede até mesmo na cena em que Batman está dentro d'água. A ausência de Musculos e Físicos bombásticos traz a história num ambiente tangível e que levemente se encaixa nos suspenses policiais dos anos 80. A Narrativa é suave e inteligente, e convence o leitor de que o núcleo da HQ é o Mistério e não o tamanho da força que o morcego deve empregar na fuça de alguém. Um belo trabalho em 116 páginas. História completa no melhor Papel Pisa Brite.
Há muito tempo atrás, quando a Editora Abril ainda publicava histórias em Quadrinhos, me deparei com uma revista do Batman chamada "Contágio", o qual nos mostrava Gotham City sendo destruída pelo vírus Ebola-Golfo (que mata 90% dos infectados, e não tem cura). Essa é a premissa da Saga Contágio, um arco de quatro partes que se iniciou em Batman: Vigilantes de Gotham # 17 (Março de 1998) a Batman # 18 (Abril de 1998). Durante a saga, Tim Drake (Robin) é infectado, e quase morre antes que Azrael (Substituiu Bruce Wayne como Batman por um longo período) , Oráculo (Barbara Gordon/Batgirl após ser atacada pelo Coringa) e Batman pudessem encontrar uma cura, com base em antigos arquivos da Ordem de São Dumas. Ao ler esta saga, pude comprovar que Histórias em Quadrinhos de Super-Heróis nem sempre são de lutas contra Alienígenas Invasores ou Monstros Gigantes que surgiram de outra dimensão. Há muita coisa boa para se mostrar em Quadrinhos, e Contágio foi uma delas. Era fantástico ver que Batman além de ser um Humano "Normal", se deparava com uma ameaça que não exigia força física ou agilidade para dar piruetas sobre os prédios de Gotham, mas sim a Inteligência e Reflexos Mentais para encontrar a saída. E foi isso que mais me atraiu nos Quadrinhos. De vez ou outra Eu ouvia um comentário sobre uma História do Morcego publicada em 1988, chamada A Piada Mortal , e que ganhou uma nova versão em 1999. Até semanas atrás eu sabia o Núcleo da história, mas nunca tive a oportunidade de ler. (Você pode fazer o Download da história em PDF clicando no título) Foi quando li um artigo na Internet que esta história completara 20 anos, e que de comemoração, fora feito uma remasterização das cores. Eu me senti novamente seduzido a ler este conto que tantos comentavam quando o assunto era o Homem Morcego, então, encontrei um Link para download e pude finalmente contemplar esta "Chef d'œuvre" de Alan Moore. O que eu posso dizer é que esta é uma ou senão a melhor história do Cavaleiro das Trevas de todos os tempos. Um verdadeiro trabalho marcante que com certeza merece reconhecimento. A História se baseia em 3 personagens: Batman, Coringa e Comissário Gordon. Com sua ilustração cinematográfica, Brian Bolland (Desenhista) nos mostra juntamente com o Roteiro de Moore, a Origen até então desconhecida de um dos Maiores e mais Insano Vilão da DC Comics, o Coringa. O Vilão no início da HQ quer mostrar e provar sua tese de que, qualquer homem ou mulher independente da idade pode ficar louco após passar por "um dia ruim". Com "Flashs" do passado, a HQ mostra a situação que fez Coringa se tornar o que é hoje, e este, procurando de forma ilícita mostrar isso ao Comissário Gordon, estuprando e mutilando sua Filha Barbara (Batgirl, e futuramente a Oráculo), após ter acertado a garota com um tiro que atravessou a Espinha, deixando-a sem os movimentos das pernas para sempre. Como se já não bastasse isso, Coringa sequestra o comissário e inicia uma tortura física e psicológica no velho homem, o qual se vê num trêm de horrores contemplando as fotografias ampliadas que Coringa fez no ato criminal contra Barbara. Do outro lado da história, vemos Batman, em uma tentativa passiva e altruista de ajudar o tão imprevisível Vilão a se recuperar de um trauma o qual o Morcego não conhecia. Impressionante a maestria em que Moore conduz as duas histórias (atual e passada) sem perder o ritmo e sua idéia. No momento mais forte da Trama, Batman propõe um trégua ao Coringa, mostrando de uma forma inédita um cansaço psicológico deste ódio que um sente pelo outro sem saberem a origem disso. Certa cena, Bruce Wayne até comenta com seu mordomo Alfred, a falta de informação e conhecimento sobre o "Homem de Cara Pálida e Sorriso Largo"; seu nome, sua idade sua origem é totalmente desconhecida para Batman quanto para nós, leitores e acompanhadores deste personagem que encanta gerações. O "Porquê" do Coringa ser o Coringa é mostrado aos poucos, é aí que vemos que ele era um homem comum, que tinha uma bela esposa e um sonho de vida. Sutilmente as imagens nos mostra através de expressões e poucas frases que ele (O nome do Coringa não é mencinado em nenhum momento) era um homem covarde e medroso. Sua esposa estava grávida, e o local onde moravam era pobre e sem estabilidade, aumentando assim o desespero do homem. No último diálogo entre Batman e seu Antagonista, tive a clara perspectiva de que ambos, herói e vilão tinham algo em comum, além da perda de seus entes queridos. A meu ver, ambos estavam fugindo de seu passado e da realidade frígida do mundo através da Loucura. Sim, não há dúvidas de que Batman também seja louco. Não como o Coringa, mas o próprio vilão afirma isso ao Morcego na trama. e também na adaptação Batman Dead End. No diálogo Batman mostra também uma insegurança quando diz que cedo ou mais tarde, um deles mataria o outro; dando consciência de que Coringa e Batman são frágeis fisica e mentalmente. O Coringa nos mostra por um curtíssimo período de tempo uma sanidade, humana e triste, talvez lembrando de como tudo isso começou na vida dele. Mas é tarde demais, suas ações e sua covardia impede de ser normal, impede de confiar em alguém, e Batman ajudou de certa forma nisso. Se analisar bem a piada final que Coringa conta ao Batman, verá que os personagens da Anedota, é nada mais nada menos que eles mesmos, numa tentativa absurda de se ajudarem. Um cego guiando outro. O Sujo falando do Mal Lavado. Ambos terminam em gargalhadas frenéticas até que a imagem se encerra num símbolo claro da idéia de que Batman e Coringa passam pelo mesmo problema. A Imagem é uma carta de Baralho, no qual numa ponta há fotografia do coringa, e na outra a de Batman: Duas pessoas distintas, que compartilham o mesmo jogo e a mesma realidade. A Loucura.